terça-feira, 23 de maio de 2017

PASSEIO A PASSOS LENTOS / OS PASSOS QUE PASSEIAS - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


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PASSEIO A PASSOS LENTOS
Ysolda Cabral


Gosto de passear pelos meus pensamentos.
Passeio a passos lentos,
parando para, sem pensar,
viver de novo algum momento...

Gosto de passear pelos meus sentimentos,
avaliando os desejos nunca satisfeitos,
imaginando a intensidade e a fragilidade deles.
E me pergunto: será que tinha jeito?...

Gosto de passear no meu silêncio,
para escutar a Vida correndo em minhas veias,
revelando estranhos segredos.
Perco o medo!

Mas, nos meus pensamentos a tarde cai.
A noite chega rapidamente,
silenciando o canto dos pássaros em minha cabeça...

Paro o passeio.

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Praia de Candeias-PE
23.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.




(Imagem do Google)


OS PASSOS QUE PASSEIAS
Odir Milanez


Meus pensamentos voam, mar afora,
pairando além da praia de Candeias,
como se a minha alma fosse embora,
para plasmar-se aos passos que passeias.

Aventando te ver, anseio, agora,
rastrear os teus rastos nas areias, 
sombreando o teu ser, a toda hora,
dos versos, que te faço, de mãos cheias! 

Ouço tua voz no canto das sereias,
vejo em teu riso o rito dos aedos,
tua vida vivente em minhas veias.

Eis que surges da messe dos meus medos,
vadeando nos ventos que verdeias, 
iluminando o sol dos teus segredos!


JPessoa/PB
23.05.2017
oklima

Sou somente um escriba
que escuta a voz do vento
e o versa em versos de amor...


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Ysolda Cabral e Odir Milanez

 
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

VIDA / QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


Imagem Google 


VIDA
Ysolda Cabral


No deserto decerto
alguma coisa tem.
Isto soa bem!

Silêncio na imensidão. 
Terra, poeira, pó...
Na garganta um nó.
Ah, entorpecida visão! 

Calor, frio, medo... 
Dor, introspecção, reclusão,
no Tempo indefinido no sopro do Vento.

Solidão em companhia do Aedo...
Tanta amplidão, sem perspectiva,
fecunda a mais pura Poesia.
Renasce a Vida!

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Praia de Candeias-PE
Extrapolando no surreal
03.05.2017
Apenas Ysolda




QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA
Odir Milanez


Quando o verso que escrevo se faz vida,
eu me sinto liberto do marasmo.
Sou parte dos passeios da avenida
e parceiro primaz do entusiasmo.

A janela é paisagem colorida,
onde o vento faz verso a cada espasmo.
A porta é porto e ponto de saída,
o murmúrio do mar é puro orgasmo.

O sorriso se esquiva do sarcasmo,
nova chance ao vencido é concedida,
o belo faz mais belo o pleonasmo.

A flor renova a pétala perdida.
O céu ostenta estrelas. Vejo-as, pasmo,
quando o verso que escrevo se faz vida!

JPessoa/PB
12.05.2017
Sou somente um escriba
que ouve a voz do vento
e o versa em versos à vida...

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terça-feira, 16 de maio de 2017

SERENTA PRA MIM/SONHOS DE SERENATAS - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ



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SERENATA PRA MIM
Ysolda Cabral


O Céu da madrugada,
invadiu a noite escura,
fizeram-me uma serenata,
acordando toda a rua.
'' A deusa da minha rua... ''

Da janela você olhava,
com ímpetos de loucura.
E, na branca alvorada,
jurou se vingar da Lua...
'' Lua, lua, lua, lua'‘...

Eu, a fingir que nada via,
mal o Sol no horizonte surgiu;
você vingado me sorriu.
Riu, riu, riu...

Sorri de volta com alegria.
De pronto o biquinho você abriu,
e o mais lindo canto
por todos os cantos se ouviu.




Imagem Google 

**********
Praia de Candeias-PE
15.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.


Imagem Google 


SONHOS EM SERENATAS
Odir Milanez


As serestas que fiz, minh'alma aninha.
Quantas e quantas noites de calçadas!
''Minha Vida'', cantando Silvio Caldas,
sobrepensando os ''Sonhos'', de Peninha...

Para ouvir, namoradas sempre tinha.
Para amar, não havia namoradas.
Havia a noite, as deusas estreladas,
havia, à madrugada, a lua minha...

Vagávamos, sem medo, pelas ruas,
pedidos de canções pendendo às flores
dos jardins, das janelas nas recuas.

De cortinas envoltas, uma, duas...
A voz do seresteiro ardendo amores
às musas, entre sombras, tais a tuas!...

*****

JPessoa/PB
16.05.2017
Sou somente um escriba que escuta a voz
do vento e o versa em versos de amor.


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domingo, 14 de maio de 2017

PELO DIA DAS MÃES


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UMA DECLARAÇÃO DE AMOR
Ysolda Cabral 



Mês de Maio, mês de Maria, mês das Mães; mês da Mulher!...

Neste momento me obrigo a parar e me deixo envolver por uma onda de muita paz e de muita saudade. Saudade da minha mãe. Como ela era linda, amiga, atenta a cada filho da mesma forma e com o mesmo amor! Não sei como conseguia! Por vezes eu achava que ela gostava mais dos meus irmãos do quê de mim. - Puro ciúme de filha, tão carente de seus cuidados por mais que os tivesse. Mas, o tempo passa rápido trazendo compreensão...

Hoje a mesma saudade que sinto de minha mãe, me faz ter a convicção que ela está bem e que, de onde estiver, olha por nós, seus filhos, até com mais zelo e amor. E, enquanto me deixo envolver pelo amor que sentia, sinto e sentirei por ela; lembro que também sou mãe. E que privilégio, que bênção de Deus é ser mãe!

Sentindo-me transbordando de tanto amor, chego a escrever de forma aleatória e solta, - não é poesia, não é prosa, nem crônica. É apenas uma declaração! Uma declaração de amor. - E que amor extraordinário!

E, envolvida por canção linda e perfeita, que minha mãe cantava divinamente, e que segue como fundo musical desta simples homenagem que lhe faço; estou leve, alegre, me sentindo abençoada e cônscia de que por aqui o meu tempo é breve, como foi o de minha mãe, mas serei eterna no coração da minha filha, como a minha mãe é e sempre será no meu.

Portanto, hoje não quero saber de notícias tristes! Quero ficar comigo, envolta pelo amor mais puro e verdadeiro que existe em mim, e me deixar levar nas asas desta canção até o mais perfeito do infinito onde sei que encontrarei mamãe.

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Praia de Candeias-PE
14.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e rir de alegria,
Tristeza, ou saudade sem pudor. 


* Dilça (minha mãe) cantava divinamente a canção que vai de fundo, destaco. Ela, além de tudo que era, a mais perfeita mãe que um dia já existiu por aqui; ainda possuia uma voz belíssima e sem igual. 

Feliz Dia da Mães à você que, porventura, venha a ler esta simples homenagem que faço à minha inesquecível e linda mãe. 

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sábado, 13 de maio de 2017

E POR FALAR EM SAUDADE... YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ




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SAUDADE
Ysolda Cabral 


Não caibo na metade de mim!
Preciso da minha outra metade,
para me saber livre da saudade.
- Não posso mais viver assim!...

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Praia de Candeias-PE
13.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria, 
tristeza, ou saudade, sem pudor!



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SAUDADE MINHA
Odir Milanez 

Eu sou a outra metade!
A metade que, sozinha,
comparte a tua saudade 
e te faz saudade minha!

JPessoaPB
13.05.2017
Sou somente um escriba que escuta
a voz do vento e o versa versos de amor.


Ysolda Cabral e Odir Milanez
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

SAUDADES DO MEU INTERIOR

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Saudades do meu interior...
Ysolda Cabral  




Nove e pouco da manhã de um domingo de tempo indeciso e temperatura agradável, comigo aqui moída de uma noite insone até quando adormeci para o sonho de estar acordada tentando dormir. - Tem coisa pior? Ah, tem sim! Imagine que, depois de uma noite dessas, quando você está desfrutando do silêncio, com canto de passarinho, tentando relaxar, e vem um vizinho, filho ou filha de um "excelentíssimo" casal, ou não, e liga o som em toda altura! - Nem que ele, ou ela, tivesse bom gosto para música! - Quanto mais que não tem!!!! - Olhe sei não, viu! - Será que sou eu a estranha no ninho? - Vou é voltar para o interior!



- Que coisa!!!

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Praia de Candeias-PE
07.05.2017
Apenas Ysolda

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sábado, 6 de maio de 2017

APENAS ABOBRINHAS


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Eu, entre as rosas da Leneide Leite rindo dos pensamentos meus.



APENAS ABOBRINHAS
Ysolda Cabral



Penso, neste momento, no quanto é bom ficar na cama, mesmo sem sono, por pura preguiça. Ah, levantar para quê? Hoje não quero fazer nada! Vou ficar aqui até enjoar e quando isso acontecer, provavelmente quando sentir fome, vou levantar e depois volto pra cama. Tomara que o silêncio se perpetue dia afora e o calor tome outros rumos. - Tão raro clima ameno e silêncio por aqui! Quando isso acontece, procuro aproveitar o máximo para me refazer e me sentir pronta para continuar a minha caminhada cada vez mais próxima do fim... - Do fim? - Será que o fim existe, ou é só o começo? - Não quero pensar em começos, ou recomeços! Estou tão cansada que, se no final da minha estrada, tiver que recomeçar a caminhar, mesmo que seja em nova estrada, darei um jeito de parar e ficar no ponto de chegada e/ou de partida. Se, apenas se, nesse ponto houver Mar, canto dos pássaros, e cheiro de terra molhada de chuva... - Ah, é lá que vou ficar! Mas, será que terei acesso a um bolinho de chocolate e a uma coca zero ?! - Zero para dar o equilíbrio, claro! - Vou verificar isso... Mas, afinal; haverá por lá penalidade assim?! - Melhor deixar de preguiça, parar de escrever abobrinhas e levantar, antes que o bolo acabe e a coca perca o gás.


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Praia de Candeias-PE
06.05.2017
Apenas Ysolda